
Buenas, meus amigos. No domingo anterior estive na primeira Capital Farroupilha, Piratini, levando nossa música ao querido público que prestigiou aquela noite da Semana Farroupillha.
Tive a oportunidade de destacar durante a apresentação os motivos pelos quais estava emocionada por cantar no Palco do Rio Grande. O primeiro, é que fomos agraciados com o convite para estarmos lá devido à votação do público o qual lotou o ginásio e participou do show cantando bastante e até “largando” um sapucay bem gaúcho!
E o segundo? O segundo motivo é que não há como não se emocionar com este carinho e hospitalidade, não há como não se emocionar ao cantar na histórica Piratini sob o enorme manto tricolor gaúcho que, imponente, reafirma nossos eternos ideais de liberdade, igualdade e humanidade. E como se não bastasse, era 11 de setembro de 2011.
Por isso sempre digo que a música, com seus acasos, me traz regalos capazes de me fazer acreditar que vale a pena continuar com passos firmes, defendendo no meu canto o amor por minha terra e os valores do meu povo. Era 11 de setembro, fazia exatos 175 anos que fora proclamada a República Rio-grandense pelo meu conterrâneo Antônio de Souza Netto, o qual, frente a suas fileiras proferiu, também, estas palavras:
“Em todos os ângulos da província não soa outro eco que o de independência, república, liberdade ou morte. Este eco, majestoso, que tão constantemente repetis, como uma parte deste solo de homens livres, me faz declarar que proclamemos a nossa independência provincial, para o que nos dão bastante direito nossos trabalhos pela liberdade, e o triunfo que ontem obtivemos, sobre esses miseráveis escravos do poder absoluto.
(...) Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense!”
Conta a história, que depois do pronunciamento do General, um pavilhão tricolor, sem brasão, mandado ser feito às pressas em Bagé, tremulava pelo Campo dos Menezes.
... E ali estava, eu, 175 anos após, também sob o manto de três cores, relembrando este feito que certamente nos faz tão diferentes, tão mais bravos, tão mais apaixonados por nossa terra. E ali estávamos todos, cantando o refrão de “A mim me basta”, repiqueteado por palmas e pelo bombo legüero, de onde soava forte o bater de cada coração farroupilha. Foi mais que lindo. Gracias, Piratini! Um forte abraço!
Agradeço também aos organizadores, a Prefeitura Municipal, ao Dione, Silvia e a toda equipe de jornalistas e radialistas da Nativa, RadioCom, Rádio Parque e Pirainfest.